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quinta-feira, junho 05, 2008

Haroldão

Na falta do que escerver, vou ilustrar o branco desse blog com um trecho de um poema do Haroldão, do Galáxias:

esta mulher-livro este quimono-borboleta que envelopa de vermelho um
gesto de escritura e doura suas páginas dela a mulher-livro em papel-
japão cada página que se compagina num fólio-casulo deixa ver o corpo
escrito de vermelho e filetes de ouro esta mulher pousada em seu poema
como uma borboleta sugando mel por trombas minúsculas um corpo em
linha d’água

Particularmente, adorei a palavra quimono-borboleta

quinta-feira, maio 29, 2008

Vocábulos das células-tronco

A sessão do STF sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias não deu em nada. Mas deu pra aprender umas palavras divertidas como alvedrio e nascituro.

Destaco também um trecho poético da fala do nosso amigo Eros Grau, já chamado de "cupido" em outras oportunidades:

Há mais de vinte anos venho referindo, para exemplificar, o que diz Shakespeare, na voz poética de Julieta:"What's in a name? That wich we call a rose / by any other name would smell as sweet”. Nomina non sunt consequentia rerum, de modo que a mesma palavra conota, em contextos diversos, sentidos distintos.


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