
Logo que vi a
notícia de que a brasileira Sandra Corveloni havia ganhado o prêmio de mrlhor atriz em Cannes com o filme
Linha de Passe do Walter Salles, tentei ajudar um colega a encontrar uma foto de divulgação dela no google. Nada.
A mulher desbancou super-candidatas como Angelina Jolie e não era possível achar uma maldita foto dela no google imagens. Isso prova o quanto Cannes ainda não é um festival que se atem a grandes estrelas do cinema. Palmas para ela e sua primeira participação em longas metragens.
Mais tarde apareceram fotos. Vários retratos posados na Agência Estado, uma entrevista por telefone à Globonews e uma exclusiva no Fantástico.
Crítica
Apesar de eu estar mais esperançoso para ver o
Blindness do Meirelles sobre o romance de Saramago,
Linha de Passe parece ter arrancado mais simpatia do público francês. Talvez por ser mais brasileiro...
No título de uma crítica do Le Monde, o filme de Meirelles é resumido como "efeitos supérfluos em torno de uma epidemia de cegueira". Fala-se em excesso de signos, de abusar da superexposição da luz para simbolizar a "cegueira branca" relatada por Saramago. Se for só esse o problema, não vejo grandes males. Me agradou muito a fotografia no trailer que vi.
Já o filme de Salles foi comparado ao
Gomorra, que ganhou o Grande Prêmio do Festival. Le Monde cita na crítica: "Napoles e São Paulo: duas faces do inferno".